sábado, 25 de julho de 2015

A incrível geração de gestores sem educação



Por Luciana Telles para LinkedIn Pulse e Blog da Luciana Telles(reproduzido no "Managers Café" com permissão da autora)


“- Fulano, te liguei ontem às 21:30 para solicitar um relatório urgente e você não me atendeu.
– Sinto muito, chefe. Quando saí daqui às 20:30 daquela nossa reunião, não tirei o celular do silencioso.  Cheguei em casa e fui dar atenção aos meus filhos que estavam quase dormindo e não vi o celular tocar.
– Da próxima vez enfie o celular na sua cavidade (…)  que pelo menos você vai sentir. Nunca deixe de me atender.”
Sim!  Este diálogo existiu!  Absurdo pensar que após todas as ações que bancos e industria de bebidas sofreram por assédio moral, ainda tenhamos gestores deste naipe.  Porém, para ser bem sincera, a impressão que eu tenho é que eles voltaram com força total.  Escuto relatos como esse todos os dias, cada vez mais, me fazendo acreditar que estamos no meio de uma epidemia do mau humor corporativo.
Percebo diretores e presidentes cada vez mais se achando Deuses supremos, impassíveis de erros, que nunca se enganam, senhores da verdade única absoluta e universal.  Seres cada vez menos preparados para as funções que assumem, que dependem de seu corpo técnico para avaliação de dados e tomada de decisão, que muitas vezes têm o péssimo hábito de empregar amigos e, às vezes, parentes para cargos de confiança, em detrimento de profissionais qualificados para as funções.  Seres que não confiam em sua equipe técnica e que creem que funcionários são iguais a biscoitos, vai um, vem dezoito.  Pessoas cuja educação fora há muito tempo esquecida e abolida de seus manuais de convivência e bons costumes.
Nas rodas de amigos é comum hoje em dia histórias como esta.  Talvez por conta da crise que assola nosso país, os funcionários estejam se submetendo a esse tipo de humilhação, pois não podem se dar ao luxo de perder seus empregos, visto que buscar outro está cada vez mais difícil.  Em uma pesquisa informal realizada pelo membros do LinkedIn a resposta que mais aparece sobre o motivo que leva alguém a pedir demissão de uma empresa é por conta da Gestão.
Como consequência à crise, as empresas com situação financeira complicada, também deixam os gestores com os nervos a flor da pele, o que obviamente não justifica este tipo de atitude, mas intensifica os casos.  A falta de habilidade na condução e administração de crises faz com que os ambientes corporativos tornem-se salas de tortura ou câmaras de gases…  Funcionários chegam em casa exauridos emocionalmente, arrasados em sua auto-estima e desestimulados profissionalmente.  Falta Inteligência Emocional!
Gestores estão perdendo a mão na condução de seus negócios e equipes.  Estão requerendo dedicação exclusiva e disponibilidade 24hs por dia, ignorando que seus funcionários têm casa, família e suas atividades pessoais, que têm vida após trabalho.  Que necessitam de uma pausa para se recomporem física e emocionalmente.  Funcionários no limite são sinônimo para afastamento por doença.
Num outro caso que tomei conhecimento recentemente, às 17:50h do dia 12 de junho, dia dos namorados, o presidente de uma empresa convocou todo o corpo diretor e vários membros da gerência para uma reunião  às 18:30h a fim de discutir itens de uma apresentação que ele faria 2 semanas mais tarde e que já estava em suas mãos há mais de uma semana.  É claro que esta reunião foi até muito tarde (precisamente até 22:45h) e o fato deixou os participantes numa situação no mínimo complicada com seus respectivos maridos e namorados.
Além disso, me relatam cada vez mais casos de gritos, ofensas, grosserias e xingamentos por parte dos gestores.  Gestores que humilham na frente de todos, enganam, demitem sem justificativa, ofendem e, principalmente, querem que seus funcionários trabalhem como super heróis e vivam como monges.  Histórias onde gestores agem com grosseria, sarcasmo e humilham funcionários, principalmente para aparecer mediante superiores ou restante da equipe.  Acham que para serem gestores precisam ser temidos.  Desculpem o vocabulário, mas esses caras são uns babacas!
Hoje mesmo recebi um email de uma pessoa que leu meu artigo sobre demissão (Demitir, a pior tarefa de um gestor), onde ela se identificou e relata dificuldades em receber feedback, falta de adequação de funções, coaching inexistente e, acima de tudo, o não posicionamento definitivo dos mesmos mediante a problemas futuros.  Depois que o problema acontece, mesmo já tendo sido avisado, quem paga é o funcionário.  Não há uma cultura de prevenção.  Depois que acontece, um tem que ser punido, normalmente o lado mais fraco.
Recentemente presenciei uma briga entre dois diretores e um presidente, onde se ouvia os mais variados tipos de palavrões, alguns que eu nem conhecia.  Como uma empresa minimamente séria consegue respeito de seus funcionários se seus diretores não se respeitam?  A atitute entre seus gestores já reflete a falta de preparo dos que deveriam motivar e inspirar suas equipes.
Numa pesquisa rápida entre meus amigos, observei que a maior parte de gestores que agem desta forma então entre 30 e 45 anos.  Claramente me traduz uma falta de preparo e experiência dos mesmos em gestão e condução de times multidisciplinares.  Os caras não sabem sequer como demitir! Acham que gerir é no grito, não sabem a diferença de autoritarismo para autoridade, poder para o respeito, liderar e gerir.   O mundo evoluiu e eles continuam no século XIX, agindo como senhores com seus escravos.  Desconhecem palavras e conceitos como coaching, feedback, gestão participativa, espírito de equipe…
A falta de preparo está em desconhecer que muito mais producente será um time em que o respeito, a cumplicidade e o senso de equipe serão matrizes da motivação em conjunto.  Todos remando numa mesma direção, com a mesma gana de vencer, sem raiva ou rancor, sem humilhação, grosserias, ou se sentindo coagido a qualquer coisa, se obtém resultados muito mais expressivos.  A atmosfera da empresa, mesmo em clima de crise, se torna mais amena e cooperativa.  As vitórias passam a ser comemoradas por todos enquanto as derrotas passam a doer em todo o time, que faz com que todos se movimentam para tentar mudar essa realidade.
“Quando um chefe está num cargo além de sua competência, se sente inseguro e contrata idiotas como ele. Isso gera um conglomerado de idiotas unidos para manter o poder.”
John Hoover, Como Trabalhar para um Chefe Idiota 
“Trabalhar mais não é sinônimo de eficiência”
Thomas Silveri, consultor 
“A maior recompensa e motivação, é atingir os objetivos e metas com satisfação e alegria, principalmente com a união e bem estar de todos, deixando de lado rancores, maldades, orgulho, competição e etc. Tornar tudo mais fácil e prazeroso, tornar o lugar onde você está, ou seja, em casa, na rua, na escola ou no trabalho o melhor ambiente possível, incentivando todos a caminharem na mesma direção e com o mesmo objetivo, satisfazendo todas as necessidades legítimas.” Hunter, James C., O Monge e o Executivo


Aconteceu alguma situação profissional que se encaixe no caso acima? Gostaria de compartilhar conosco?

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29 comentários:

  1. Analisando pela ótica do profissionalismo, sob a luz do bom colaborador.
    Acredito que vários desses supervisores, coordenadores e até gerentes, mal educados, são frutos daqueles grupos que traçam objetivos elegendo um grito de guerra, exacerbado em toda reunião a fim de criar coragem para alcança-los.
    Tornando-se assim, ao longo de sua vida profissionais canibais efetivos de um método antiprofissional de conduta com o colaborador. Alias são pessoas formadas, bacharel, doutorado, MBA, sem qualificação, mas com muita, grande, competência para tornar o ambiente de trabalho insuportável.
    Gestores são gerenciadores de atividades e relacionamento entre colaboradores, a fim de alcançar resultados satisfatórios. Se forem mal educados, indisciplinados e não atuarem como líder, então não há objetivo alcançado. Logo o RH tem que substituir.

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  2. Acompanho todos os comentários, uns mais contidos, outros mais severos, outros menos punitivos, outros convincentes e muitos em cima do muro.
    Todos buscando explicações sócio-politico-econômica, para uma situação instalada que vem lá do passado.
    Um passado presente, o pretérito do presente, quando as praticas cívicas, religioso e morais eram disciplinas enfatizadas em bancos escolares e de faculdades. Mas por interferência da própria sociedade e com o apoio dos docentes e estudantes (em acharem muito chato e inútil), fomos perdendo ao longo do tempo as referencias de comportamento individual e em grupo.
    Em média a idade dos comentaristas sobre o debate, provavelmente é de 35 anos, o que nos remete aos anos 80, época pós-repressiva de grande liberdade de expressão, onde todos estavam gritando por democracia e nos alienando do que estava por vir.
    Pois bem hoje temos democracia, ela esta aí com todo as sua modernidade inclusive orientando como ser um mau gestor.
    Ops! , Não sou contra a democracia, mas sim o modo de expressão dessa liberdade, que hoje constitui o Canibalismo Profissional, admitido por muitos, vários RHs.

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    1. Discordo de ti quanto à questão da democracia. Não vivemos num regime democrático legítimo, é mera fachada, senão, como explicar "a voz do Brasil", o voto obrigatório, o falso sistema federativo, etc.?
      Outra observação: a média de 35 anos não nos leva a profissionais da década de 80 (como eu, que estou na casa dos 50 anos de idade), mas a profissionais do ano 2000 (ou formados nessa década). A minha geração formou gestores de outro naipe.

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  3. Quando uma equipe, um grupo é gerido por competências, baseados na qualificação de cada membro, onde o gestor pratica os bons hábitos de educação/civilidade e mesmo com os resultados atingidos, com objetivos e metas alcançadas, não há melindres em dispensar um colaborador.
    Porque, este gestor sempre estará praticando atitudes e ações com a verdade, com dignidade, com caráter e relevando antes da dispensa, os aspectos socioeconômico de cada colaborador.
    Na afirmação “Demitir, a pior tarefa de um gestor”, (fragmento do texto de Luciana Telles), só é pior para o mal gestor (por poder), pois ele será sem duvida o próximo a ser dispensado (por mau desempenho). Gestores, menos materialistas sobrevivem mais tempo em seus cargos e função, são melhores entendidos e compreendidos.

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  4. Essa postura traz resultados rápidos e faz esse profissional crescer rapidamente na carreira, mas a um preço altíssimo para a humanidade.

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  5. A geração mais nova, que a pesquisa identificou, com seus mba's de grife, se julga mais preparada que a geração anterior, fazendo com que eles se achem no direito absurdo de ameaçar constantemente os funcionários e agir de forma grosseira.

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  6. Tão ofensivo quanto a grosseria, está a forma irônica que gestores conduzem a relação com sua equipe. Envolvendo as pessoas com estratégias vagas, promessas inaplicáveis e condições inexistentes.
    Nada frustra mais que optar por um projeto, do qual não existiu além do papel.

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  7. Muito bom, parabéns! Podemos compartilhar em nosso site?
    www.selftreinamentos.com.br temos uma área para artigos que depois são encaminhados aos assinantes em uma newsletter semana.

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    1. Olá Silvana. Tenho artigos próprios no Managers Café mas este ótimo artigo é da Luciana Telles. O nome dela ao lado da imagem leva para o perfil dela no LinkedIn. É só contactá-la. Abraços. Toshi

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  8. Excelente artigo. É lamentável que "gestores" ainda atuem neste nível.Gestão participativa, trabalho em equipe e respeito, isso é tudo!!

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  9. Ótimo artigo! Interessante é que algumas vezes observamos este estilo ultrapassado de gestão sendo aplicado também nas relações entre clientes e fornecedores. Gestores incompetentes procuram sempre transferir sua incompetência para alguém, não é mesmo?

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  10. José Carlos Scribel30 de julho de 2015 09:50

    Não é à toa que o Brasil está na 57ª posição no ranking de Competitividade.

    A competência gerencial vem deixando muito a desejar, consequência direta da valorização excessiva de títulos e não do conhecimento, da experiência ou mesmo da capacidade de relacionamento.

    Hersey e Blanchard foram brilhantes ao defenderem a liderança situacional, que se alinha à inteligência emocional de Goleman. Mas estes conhecimentos não produzem certificação ou títulos...

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  11. Muito bom o texto, e na ultima empresa em que trabalhei aconteceu exatamente como no texto, no qual o gerente contratou dois amigos para serem supervisores, sendo que um deles com 28 anos e claramente sem preparo para liderar uma equipe, gritava no meio da sala com funcionários, promovia idiotas como ele e por fim resultando na demissão dos bons, inclusive eu que fui trocado pela cunhada do garotão. Até quando viveremos nesta cultura de favoritismo e politicagem.

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  12. O texto é tão verdadeiro, trouxe tantas lembranças, que cheguei a me sentir revoltada novamente.
    Esta cultura, dificilmente será modificada enquanto tivermos ignorantes no poder...

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  13. Excelente artigo. Realidade nua e crua. Parabéns!!!
    Senhores, por favor acessem o meu comentário. file:///C:/Users/Cliente/Downloads/lideranca-com-execucao-um-diferencial-nas-relacoes-de-poder-e-no-planejamento-das-organizacoes%20(5).pdf

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  14. Olá infelizmente isso é uma constate em muitos locais de trabalho isso abala o colaborador o deixa abaladamente mastiga a auto estima afunda a capacidade de desenvolvimento na verdade detona emocionalmente o profissional.

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  15. Gostei muito do artigo, embora talvez a esta tisca esteie correta, não concordo muito com os valores das idades, existem tantos jovens como velhos que se acham pelo cargo que estão exercendo devem serem tratados como reis, mas na maioria alem de se esconderem atrás da sua incompetência,cantam de galo para esconder suas fraquezas e normalmente não assumem os erros quando acontecem, por isso dificilmente delegam alguma coisa ou determinam por escrito, mas os cobram através de "memorandos" constantemente para mostrar sua eficiência aos superiores, já passei na carreira por alguns destes e infelizmente tive que me indispor com alguns deles pelo tratamento que davam a seus funcionários e com isso me prejudiquei algumas vezes em relação a empresa. O comando autoritário e agressivo pode até surtir algum efeito de imediato, mas nunca é duradoiro ou confiável alem de não fazer que haja evolução entre seus parceiros de trabalho. O maior exemplo disso são as empresas familiares onde o filho assume o cargo porque é filho do dono e não pela competência e o resultado nem sempre é dos melhores.

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  16. Vou colocar aqui um ponto, aliás, muito comum em organizações com lideranças assim - RH!
    Psicólogos de 5ª categoria e que nada conhecem ou se interessam em conhecer sobre a natureza do negócio - criam regras absurdas e permitem que pessoas com esse tipo de atitude cresçam na organização, desbalanceado e mal taxando toda a gestão como truculenta ou irracional.

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  17. Excelente matéria. Já vivenciei várias situações de gestores com este comportamento. É lamentável. É a reprodução do modelo da cultura escravagista brasileira.

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  18. CUIDADO COM AS EMPRESAS QUE DIZEM FAZER TREINAMENTO DE LÍDERES E NÃO PASSAM DE PANELAS, COM GENTE SEM-VERGONHA, COM CARGO DE CHEFE E NÃO DE GESTOR... NA EMPRESA CIELO - C I E L O - GANHADORA DE MUITOS PREMIOS, CONHECI PELO MENOS TRÊS PESSOAS COM O CRACHÁ DE CHEFES, QUE JAMAIS DAVAM FEEDBACK AOS SEUS COMANDADOS NEM DIRETOS... TRABALHAM ATÉ HOJE LÁ COM O OBJETIVO DE FORMAR SUAS EQUIPES E DEMITIR SUMARIAMENTE COLABORADORES ANTIGOS DO CSC - CONTABILIDADE... PESSOAS Q LUTARAM PARA AJUDAR A EMPRESA A CRESCER E HOJE ESTÃO PENANDO NA CRISE ECONOMICA... QUEM FICOU, SE SUJEITA ÀS HUMILHAÇÕES DESSES MALDITOS CHEFES SEM EDUCAÇÃO.

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  19. Extremamente feliz a matéria, abordou um tema que acontece com muita frequência. Vejo acontecer muito a questão de empregar amigos, parentes em detrimento de um bom profissional. Ficamos sem entender, pois muitas vezes as vagas anunciadas requerem praticamente um ser sobrenatural e no final acabam contratando alguém "comum", em função do QI (quem indica). Tomara que os rumos mudem, muitas vezes estes mesmos "gestores" dizem que os "políticos" agem apenas em causa própria, mas e quando eles fazem a mesma coisa? Daí não tem problema?

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  20. Esse tipo de profissional é nocivo a sua empresa a médio prazo! cuidado fique de olho, "perder a batalha não significa perder a guerra mas, ainda que se perca a guerra, há de se recomeçar em algum lugar no espaço- tempo".

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  21. Acho que apesar dos excessos, hoje em dia não são feitas ações para amenizar muito esse tipo de comportamento, e infelizmente, tanto nós funcionários como os gestores só sentem aprendem a lição ou melhoram o comportamento quando isso afeta e muito o próprio bolso, se isso não ocorrer as coisas ficam como estão.

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  22. Recentemente fui contratado e ao chegar no primeiro dia de trabalho escutei a seguinte frase do supervisor de área"porque vocês foram contratados? Não vejo o porquê da contratação de vocês. "Que bela recepção eu e meus amigos tivemos na empresa.Resultado: não tive paciência e pedi para sair e alguns dias depois esse supervisor foi dispensado.

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  23. Falta de vergonha de cara e educação para com o próximo e depois reclama que ninguém gosta do cara .
    Tem que gravar cenas assim e espalhar.... além de processos trabalhistas pois assim a empresa e o dito cujo aprende.Comportamento nocivo e atrapalha o corpo de funcionários seja de qualquer empresa.

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  24. Olá, Luciana. Primeiramente parabéns pelo texto. Trabalho com TI mas tenho um perfil mais técnico, porém gosto muito do assunto gestão. Eu concordo com você sem tirar nem por, seu artigo esta excelente, parabéns.

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  25. Essa realidade é fruto da alienação que é imposta pelos modelos de gestão ensinado nos MBA da vida. Some-se a isso, a cultura das multinacionais americanas onde competição é igual a existência, e às japonesas onde os funcionários não nisseis ou sanseis, são submetidos à prova de amor ao imperador. Por isso, o resultado é um show de incompetência. Se você tem um chefe deste naipe, sabote ele. Você será demitido de uma forma ou outra mas ele também será. Quem sabe ele aprende.

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  26. O que percebo é que isso está muito mais ligado à índole da pessoa (gente) do que a qualquer outra coisa. Trabalhei por quase dois anos em uma empresa onde o Diretor geral do Grupo além de ser um péssimo gestor era uma péssima pessoa. Tinha aí seus 48 anos e quando cismava com alguém, o sabatinava até a exaustão. Se a pessoa não pedia demissão, por fim ele fazia o RH demitir a pessoa sem a menor explicação. Isso aconteceu comigo. Depois da última auditoria, onde ele havia adulterado os resultados contábeis, mesmo com meu e-mail formalizado que era contra a lei. Ele respondeu dizendo que ele era a lei e que era para eu fazer. Guardei a prova e esperei a equipe Itália da PwC auditar. Não apresentei as provas, mas na reunião ele falou em alto e bom som que ele era honesto e fazia tudo certo e se alguém fazia algo errado era escondido dele e eram pessoas mal caráter e mereciam demissão. Não tive coragem de denunciá-lo. depois disso ele viajou para a matriz na Alemanha e quando voltou não falou mais comigo e ficava jogando indiretas sobre minha competência. Ameaçava quem tentasse manter qualquer tipo de relação saudável comigo e finalmente em agosto me demitiu sem a menor explicação. Antes de mim, vi ele fazer isso com outros gerentes. Quando ele chega na empresa, chega uma "nuvem pesada" junto. Começam os gritos e insultos para todos. Chama a pessoas que o suportam de deficientes mentais, retardados. Diz que as pessoas são burras e usam a cabeça para separar as orelhas e que não gosta de trabalhar com gordos, pois são preguiçosos e incompetentes. Isso na sala com mais de 30 pessoas de finanças trabalhando e recebendo visitantes. Manda todos aos mais variados palavrões (em português e Italiano) e acha absolutamente normal. Antes da minha demissão, por diversas vezes, eu vomitei após ofensas dele, pois não aguentava ouvir a voz dele. Se tornou uma reação do meu organismo. eu estava adoecendo. Mas sou uma profissional de boa índole, bem preparada e me recoloquei rapidamente. E hoje não passo mais por isso. Ao menor sinal desse tipo de atitude espero poder me desligar da empresa.

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  27. Já assisti e passei por situações bastante vexatórias. No decorrer de toda minha trajetória profissional onde fui taxado de impropérios vários,xingado,servi de válvula de escape etc... Só que... devolvia na mesma moeda. Resultado : Demissão sumária. Mas., numca me arrependi . Ser superior de alguém não significa ser proprietário da pessoa... e sim saber comandá-lo com respeito e dignidade. Prefiro ser demitido e perder o meu emprego, do que maltratado,humilhado e passando por situações vexatórias perante o restante dos funcionários da empresa. É a minha opinião .

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